sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não à Repressão

PM do Rio de Janeiro espanca e intimida com arma de fogo educadores e estudantes em greve


Cabral manda espancar educadores, mas a mobilização da categoria derrota seus planos
Neste 08 de setembro iniciou-se a greve dos educadores estaduais no Estado do Rio de Janeiro. A primeira atividade deste dia foi uma grande passeata pelo centro da cidade com a participação de cerca de 4 mil trabalhadores da educação.
Participaram também desta atividade centenas de alunos do ensino fundamental e médio. Esta foi a maior passeata de trabalhadores que a Av Rio Branco já viu neste ano.

Porém ao chegar a Alerj o governo de Sérgio Cabral manda a PM espancar os professores, funcionários e alunos já sentindo o peso da derrota imposta pela mobilização desta heróica categoria. A violência de policiais militares enviados por Sérgio Cabral deixou um saldo de 10 profissionais feridos e hospitalizados, e 02 presos, mas não conseguiu dispersar a manifestação. Um dos presos foi um diretor do SINDIPETRO-RJ que estava prestando a solidariedade dos petroleiros ao ato dos educadores. Gás lacrimogêneo, balas de borracha, gás de pimenta e cassetetes e até arma de fogo, Estes foram os métodos utilizados por Cabral para tentar barrar a manifestação legítima e democrática.

Mais uma vez fica comprovado. A mobilização, a luta é capaz de defender nossos direitos, manter nosso Plano de Carreiras e enfrentar as bombas e a truculência da polícia assassina do governo. A greve do dia 08 teve uma adesão de mais 80% da categoria. Colocou nas ruas e enfrente ao palácio legislativo estadual milhares de trabalhadores, possibilitando com isso a vitória. Acabar com uma gratificação meritocrática como a do Programa Nova Escola é uma vitória. Os educadores vão a rua para acabar com a lógica desta gratificação e defender seu Plano de Carreira. Ambas as tarefas foram cumpridas.

Mas a luta não acabou. O governo de Cabral vem tentando implementar as políticas gestadas pelo MEC de Lula. Por sua vez o governo federal tenta seguir a risca as determinações do Banco Mundial e da OMC. Todo esforço destes governos para cumprir as metas dos organismos internacionais se materializa em políticas que aprofundam o desmonte da educação, o aumento da terceirização e a privatização serviço público. Ao mesmo tempo em que acoberta o desvio de verbas realizado pela quadrilha do Senado de Sarney, estes governos pretendem transformar a educação em uma mercadoria que só alguns possam comprar. Por isso a luta dos trabalhadores da educação estadual segue. A nossa greve deve ter a força de arrancar a incorporação dos educadores com jornada de trabalho de 40 horas semanais no Plano de Carreiras. Estes servidores estão a 15 anos fora do Plano. Por isso a nossa mobilização tem hoje três objetivos: Incorporar a gratificação do Nova Escola ainda no mandato do atual governo, Incorporar os educadores com jornada de trabalho de 40 horas semanais no Plano de Carreiras e garantir que nenhum centavo seja descontado dos contra cheques com esta greve.

A greve continua, Cabral a culpa é sua!


Fonte: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=3753

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