sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Independência e desenvolvimento: só com o fim da Dívida Pública

A emissão indiscriminada de títulos da dívida pelo governo federal, e a aprovação de medidas provisórias que permitem essa prática do Executivo em detrimento de setores sociais, fez com que o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), apresentasse no dia 19 de agosto, o requerimento para a instalação da CPI da Dívida Pública no Congresso Nacional, que após muito esforço foi aprovado.

Mas não se pode ter dúvida: uma CPI é controlada pelos parlamentares e pelo governo que tem suas campanhas financiadas por banqueiros que engordam o bolso com o pagamento da dívida pública externa e interna brasileira. Ou seja, somente se houver forte pressão da sociedade a CPI pode servir para discutir por que reservam mais de 30% do Orçamento vai para pagar juros e amortizações da dívida pública.

Na 1ª semana de setembro, aprovaram duas medidas provisórias, a 452 e 453, ambas autorizando a emissão de títulos da dívida – que concede crédito de R$ 100 bilhões ao BNDES para fomentar o “desenvolvimento”, mas também permite a emissão de títulos da dívida no mercado. Somente a dívida mobiliária interna ultrapassa R$ 1,5 trilhão, e a dívida pública brasileira atinge o montante de R$ 1,6 trilhão, sendo que se consumiu R$ 163 bilhões em juros e R$ 172 bilhões em amortizações, nos três primeiros meses deste ano.

Este montante de recurso para financiar o enriquecimento cada vez maior de banqueiros, explica porque o governo cortou, em plena crise da gripe suína, 26 milhões da Fundação Oswaldo Cruz – única que produz o remédio contra essa gripe, e também cortou mais de 800 milhões do ministério da saúde. Também é assim que se entende porque a emergência do HUAP segue fechada, e tantos outros problemas sociais são vividos porque a riqueza do país (dos nossos impostos e de nosso trabalho) não é pra sanar os problemas do povo, mas sim as ganâncias dos bancos, que na maioria são “agiotas” das multinacionais.

Segundo o deputado, a rolagem da dívida pública consome 47% do orçamento, recursos que deveriam ser aplicados em áreas sociais, como educação e saúde, e acabam só prejudicando a população. Além disso, a dívida pública não é o tipo de assunto que é tratado pelos meios de comunicação, o que torna mais difícil o debate. A emissão de títulos é criminosa tanto pelos custos elevadíssimos de emissão desses papéis, como também pela falta de transparência na escolha dos investimentos a serem realizados.

Seguir exemplo do Equador

Recentemente acabou de ser feita a auditoria da dívida pública no Equador, auditoria essa que tinha em sua equipe Maria Lucia Fatorelli, ex-presidente sindical da Unafisco (Brasil). Esta investigação comprovou o que já denunciamos aqui no Brasil: “as dividas são uma grande máfia, repleta de irregularidades, injustezas e desvios de riqueza dos povos para alimentar o imperialismo, seus bancos e multinacionais.
Apesar de Lula tentar iludir o povo de que já se pagou a dívida externa, que tem prazer em emprestar dinheiro ao FMI, se esconde que apenas mudou o nome de dívida externa pra dívida pública. Se pagou a pequena quantia que era o montante original e ficou mais de um trilhão em amortizações, juros, etc.

Conquistar uma independência não é fazer desfiles militares, é utilizar as riquezas do país para resolver os problemas que o trabalhador necessita. E isso só será possível suspendendo o pagamento da dívida pública e fazer auditoria.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Eleição Sintsama/CEDAE

A chapa 1 (FARSA SINDICAL) e a Chapa 3 (CUT/CTB) realizam uma campanha de calúnias contra a companheira Tânia Patrocínio de Melo. Tudo é fruto do desespero frente ao avanço das declarações de votos e apoios para a CHAPA 2 - UNIDOS PARA LUTAR - MUDANÇA NO SINTSAMA.

Eles mentem descaradamente para a categoria, mas os trabalhadores já perceberam essa manobra e vem repudiando nos locais de trabalho as invenções das chapas do sindicato (1 e 3). Ressaltamos que as chapas utilizam de forma ílicita DOCUMENTOS RETIRADOS DA PASTA FUNCIONAL DE TÂNIA, SEM PRÊVIA AUTORIZAÇÃO DE QUEM QUER QUE SEJA, O QUE POR SI SÓ CONFIGURA CRIME.

ISSO DEMONSTRA A FRAGILIDADE QUE PERMEIA O SUPORTE DOCUMENTAL DA EMPRESA. ESSE FATO ILEGAL TAMBÉM INDICA O CONCHAVO DA DIREÇÃO DO SINDICATO (CHAPAS 1 E 3) COM A DIREÇÃO DA EMPRESA.